Demência laboral

 


Uma fábrica que transforma subprodutos animais decidiu multar os seus trabalhadores se trouxerem a barba por fazer. Duvido que neste regulamento interno tenham sido ouvidos a comissão de trabalhadores ou as comissões sindicais, conforme o Código de Trabalho aconselha, como também acho estranho a administração já ter vindo a público dizer desconhecer esses comunicados. Será certamente um lapso da sua organização interna, semelhante ao imbróglio da atribuição da sua licença ambiental...


 


Não deixa de ser irónico que, a empresa que mais inferniza a vida das populações dos concelhos da Trofa e da Maia - através do odor pestilento que exala para a atmosfera -, vir preocupar-se com a quantidade de pêlos faciais dos seus empregados, como isso fosse sinónimo de sujidade. Já sabia que alguns enriquecem à custa da exploração animal, só não sabia que também já se enriquece à custa da violação da lei laboral e da flexibilidade.


 

Comentários

  1. Bom texto! Não posso concordar mais!!

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  2. A que ponto se chega... se não fosse verdade parecia anedota!

    Bom fim de semana ;)

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  3. Eu quando trabalhava numa empresa espanhola de logística de nome Azkar também não podia usar barba e muito menos deixar crescer o cabelo. Ainda bem que já lá não estou. Bendita a hora em que decidi sair de lá.

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  4. De facto, pareçe impossível. Cumprimentos

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  5. Ainda não conhecia este seu blog, só o outro.. Obrigado pela visita ao Rochedo.

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  6. Esta não sabia, outra sem pés nem cabeça.

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