A pior cidade do país
Ermesinde, no concelho de Valongo, imortalizada numa rábula dos Gato Fedorento como a "terra das gajas boas", é capaz de ser a cidade com pior qualidade de vida do país. São 50000 habitantes, concentrados em 7 km2, em que o planeamento urbano não conseguiu acompanhar a explosão demográfica. Aquilo que falta em espaços verdes sobra em hipermercados, instalados sem qualquer critério. O acesso viário junto às três escolas é caótico, ainda para mais com obras a decorrer em arruamentos periféricos. Há falta de segurança, a esquadra da PSP está fechada durante a noite por falta de efectivos. O resgate de concessão do estacionamento é uma falácia, os parquímetros apenas mudaram das mãos dos privados para os bolsos do serviço de fiscalização da Câmara. O IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), o preço da água e do saneamento atingem valores astronómicos. Quem quer sai ou entrar na cidade a qualquer hora do dia pela autoestrada A4 tem de suportar obras e filas intermináveis devido ao alargamento da mesma e à construção de um túnel, sem falar na qualidade do ar de um troço que serve cerca de 200 mil pessoas (Ermesinde, Águas Santas e Rio Tinto). Há quem queira fugir a este stress, a esta grande aglomeração de veículos usando os transportes públicos, mas estes também estão a abarrotar.
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