Junta-se a fome à vontade de comer

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A nove meses do fim do mandato da Procuradora-Geral da República, o Ministério Público decidiu oferecer um repasto inesquecível. Juntou-se então a fome de títulos dos anti-benfiquistas à vontade de comer da direita portuguesa, desejosa de dividir a "gerigonça" governamental. Assim surgiu o caso Mário Centeno, maldosamente inquirido por alegadamente ter trocado bilhetes para ver o Benfica por uma isenção fiscal de IMI. Na boda, ainda estiveram presentes jornalistas justiceiros travestidos de magistrados, manipuladores, vasculhadores da vida alheia, devassadores e pessoas que tendo contacto com processos judiciais, ilegitimamente dão conhecimento de elementos a eles pertencentes. Em Estrasburgo, o Eurogrupo não ficou contente com o enxovalhamento mediático do seu presidente, em Portugal, o cidadão ficou desgostoso com os desnecessários gastos do banquete e pergunta-se o que é feito do rigor do Ministério Público para com o "caso dos submarinos", da Tecnoforma, com as contas obscuras de determinados partidos ou para quem não faz nada para prevenir a violência doméstica sobre a mulher. 

Comentários

  1. O que o ministério público faz e o povo gosta de ver: são diretos das televisões a mostrarem quem estão a prender! Há tanto para fazer, tantos processos para coser, a justiça não pesa o seu poder!

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