O Rambo que há em nós

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Num país tão pequeno, não vejo razões para haver quatro forças especiais em Portugal, nem percebo o regresso de um regimento de comandos que esteve extinto durante quase uma década e que provocou vários acidentes e mortes. Não censuro aqueles que querem libertar o Rambo que há em nós, os heróis de ficção que nunca morrem, não condeno quem acha que tem uma missão patriótica, a ambição de uma carreira militar, mas é profundamente injusto que isso seja o salvo-conduto para a sua morte só porque alguém decide transformar-se em anti-herói, o macho autoritário que anda a ver demasiados filmes de guerra mas esconde-se nas trincheiras militares. 

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