Repatriados, piedosos e moralistas
É incompreensível que, muitos dos portugueses que se manifestam contra a vinda de migrantes e refugiados para a Europa, sejam repatriados regressados a Portugal com o 25 de Abril e o fim da guerra colonial. Já se esqueceram do sofrimento e a descriminação da população residente da altura que os olhavam de soslaio, considerando-os invasores e sorvedores de empregos. Outra espécie muito piedosa são aqueles que dizem que se "tem de ajudar primeiro os nossos", mas nunca deram um mísero saco de arroz para os bancos alimentares nacionais. Por fim, os moralistas, estes dizem que os migrantes vêm devorar subsídios mas têm na família criaturas que sempre viveram desse expediente. Muitos são emigrantes, os restantes habitam em condomínios fechados à prova de pessoas estranhas mas desafiam os outros a abrirem as portas de suas casas para albergar estes refugiados.
Era bom que fosse assim tão simples. É um assunto difícil de comentar em 4300 caracteres mas, se eu não conseguir resumir, acrescento um 2º comentário.
ResponderEliminarPrimeiro são precisos, factos e estatísticas. Mesmo evitando as avaliações de bom ou de mau, superioridades morais ou outros radicalismos, a abordagem tem de ser pragmática e saber as consequências previstas, no mínimo, para 10/15 anos.
Antes sequer, de falar nos migrantes, temos que partir de premissas concretas. A perigosa concentração do poder a nível global, nas mãos de grandes Corporações e, a própria UE já conseguiu, facilmente, anular as soberanias internas dos países europeus, bastou comprá-las entregando os "galinheiros a raposas" que acorrentaram os países europeus porque, não há nenhum sem dívida. Uma frase importante de alguém, cuja família com os seus 5 filhos, vem controlando o poder económico há mais de 200 anos, seja nos EUA como na Europa, disse que basta controlar o suprimento de dinheiro a um país que, nem lhe interessa quem faz as leis. Nisto, está completamente certo e, quem tiver dúvidas bastou o recado da UE: Quem não aceitar quotas de migrantes fica sem subsídios e, na semana passada, ouvi num comunicado que, além das quotas, também vai ter de sair do orçamento dos países europeus, dinheiro para o fundo europeu dos refugiados. Também sabemos que Merkel e Schäuble são apenas "testas de ferro" do 1% que controla o dinheiro a nível global. Podemos guiar-nos pela História e, aí, temos sempre repetições, pelo menos, nos seus objetivos. Para saber controlar as massas, basta orientá-las e convencê-las a escolher o que eles querem. Basta fazer uma pergunta para acionar um 1º sinal de alarme. Não é estranho que uma UE que impôs uma política suicida de austeridade, especialmente a Alemanha que, (com a crise económica na China, Brasil, Índia, Austrália), também está com a sua economia a cair e que, ainda na semana passada, num só sector despediu 23.000 alemães, esta semana, diz que vai gastar perto de 8 Biliões de euros com os migrantes? De repente ficou boazinha e cheia de compaixão quando, cidadãos europeus, se suicidaram na Grécia e até na Inglaterra por problemas económicos?
Ouvindo especialistas e economistas reconhecidos, de todos os quadrantes políticos e de todas as partes do mundo, sabemos que, fora do padrão-ouro, este contínuo imprimir de dinheiro (Fiat Money) seja nos EUA ou na Europa, está a criar uma bolha financeira pior que a de 2008, aliás, há quem fale numa crise apocalítica e dão factos que todos podemos ver nas bolsas, nas economias e pior, as atuais, currency wars onde, a desvalorização vai do dólar, ao euro, rublo, Yuan... nenhuma tem escapado e, como nem sequer podem aumentar os juros porque o Mundo está mergulhado em dívida, bastava aumentar 1% para até países entrarem em bancarrota.
Tive a sorte de ver uma entrevista de um eurodeputado alemão que também não consegue, entender ou explicar, a política ruinosa que a Alemanha está a seguir, ora se ele não percebe, muito menos os países que andam em insana austeridade. Também lhe garanto que há muitos alemães com receio desta vaga de migrantes e basta ver uma conferência de imprensa onde uma alemã fala disso a Merkel e o pior, é a sua desculpa esfarrapada de que na vida não podemos ter medos nem receios. O problema é haver muitos alemães que têm receio de abordar a questão com medo de serem, imediatamente, rotulados de nazis.
No fundo é um puzzle e, olhar só para as peças individualmente não se consegue ver o Panorama Geral nem os objetivos destas políticas. Uma outra prova evidente que, a U.E., não está lá para proteger os interesses dos cidadãos europeus, foi aceitar o boicote económico à Rússia onde as perdas dos agricultores e dos pequenos industriais europeus foram incalculáveis porque, quando se fecharam as importações à Rússia, obviamente, que a Europa perderia esse enorme mercado de exportações.
Portanto, estamos à beira de uma crise económica a nível global, triliões usados numa economia de casino que nunca entraram na economia real e uma economia
... continuando o meu comentário anterior, diria que estamos perante consequências inimagináveis quanto ao desfecho de anos de políticas económicas insustentáveis mas, com uma Agenda bem objetiva.
ResponderEliminarNeste momento, é simples, obedecemos e temos dinheiro, não obedecendo temos o caos instalado em países que nem sequer estão preparados para substituir o euro e, mesmo, não pagando a dívida, como se viu no Chipre, as contas dos depositantes foram limpas e, no caso, de não terem concordado com as regras impostas pela UE, os Bancos teriam uma "limpeza completa". Não sei se leu mas, a ameaça imediata à independência da Catalunha, foi que os Bancos seriam os primeiros a sair.
Claro que o poder económico tem duas saídas fáceis para o "nó", outra Guerra Mundial que não será a primeira escolha mas, não será assim tão improvável, até a China tem saído das suas águas territoriais e construído faixas de areia, preparadas e com o comprimento necessário para aterragem e levantamento dos caças. Ainda um dia destes ouvi, o que eu chamo de notícia "palha", a redução do exército chinês em 230.000 soldados... só se esqueceram de mencionar que o exército chinês tem 2,3 Milhões de soldados... o Diabo está nos detalhes. Isto para não falar das novas armas que, basta rebentarem a Kms da superfície da terra para rebentarem com tudo o que for elétrico... isto parece soft porque não deixa cadáveres mas, imagina um país poder ficar sem eletricidade, meses ou anos? Voltar quase à idade da pedra... Mas há outro cenário mais simples mas, não menos maquiavélico.
Concordará que a sociedade atual, anda muito propensa à violência, basta ver como pode acabar um mero jogo de futebol. Também deve ter visto aquele vídeo, onde os migrantes quase se viraram a polícias por um simples mal-entendido... as embalagens de comida estavam em caixas da Cruz vermelha e aquelas cruzes vermelhas quase provocaram o caos e gritavam haram. Portanto temos muitas, mas muitas, situações que podem acabar muito mal, até por simples ignorância de ambas as partes. Eu quase me atreveria a chamar-lhes, verdadeiras, bombas-relógio. A palavra halal significa, permitido ou seja, o que se pode fazer, o que se pode consumir, o que se pode ver, o que se pode ler , o que se pode vestir. Esta palavra não é usada apenas para a comida mas para tudo. Ao contrário de haram ou seja, o que NÃO é permitido e que significa proibido. Relativamente ao Islão se, de tão divididos em vários grupos, como por exemplo, xiitas e sunitas, se têm matado uns aos outros durante tanto tempo, até por meras interpretações do Corão, agora, não podemos esperar que, de repente, abdiquem da religião que tem regras para Tudo, desde a vida geral à privada, que se integrarão numa sociedade com tantas liberdades adquiridas ao longo de séculos.
Bastará ver como se têm adaptado e integrado os refugiados que, há anos, emigraram para a França, Inglaterra ou até na Suíça. Aqui, provavelmente nem sequer ouviu falar, nesses três países, das No-go Zones ou na No-go area, um assunto muito importante nesta matéria.
Temos também outro exemplo, o aumento dos casos de violação que só com muita investigação, se consegue ligar a muçulmanos mas, mesmo que nem queiramos acreditar nesse facto, isso até será muito natural porque, para eles, mulheres honestas andam, pelo menos de cabeça tapada e não mostram as pernas ou ainda mais, portanto, crescem dentro da Sharia e, no seu pensamento, está tudo perfeitamente claro.
Se eu sei que estes problemas podem rebentar, há quem saiba ainda melhor, sobre todos os conflitos e inseguranças que se dão num encontro de determinadas culturas e, aqui, as vítimas desta tramoia, não são só os refugiados mas também os europeus porque Todos vão ser usados para conseguirem implementar o que quiserem e entenderem, até sem aqueles que eles consideram ser empecilhos da sua Agenda, como os Tribunais Constitucionais porque, com a insegurança e o caos instalado, serão os próprios cidadãos europeus a entregar "de mão beijada" as suas últimas liberdades... de expressão, civis... tudo o que
Fiquei a pensar...
ResponderEliminarnos comentários que deixei, deveria ter posto o nome de Isa GT
Como o meu blogue parou, há mais de dois anos, raramente comento e, mesmo, nesse caso, não deixo link para algo desatualizado mas, ainda vou lendo alguma coisa dos blogues que continuam desde essa altura.
Lembro-me perfeitamente de si. Obrigado por ter voltado.
Eliminar... e claro que só deixo comentário sobre algum assunto que eu considere ser, realmente, importante e onde penso que, do outro lado, há alguém que possa usar, aproveitar ou meditar sobre o mesmo assunto e, no mínimo, estar interessado noutro ponto de vista... senão, nem sequer, perderia o meu tempo.
EliminarNeste caso, agradeço a publicação porque, pode crer que, há muitas pessoas que não o fazem, daquelas, pouco interessadas em factos ou realidades e, apenas, gostam de perpetuar falsas percepções da realidade que nos são servidas, todos os dias e, cada vez, mais difíceis de separar como verdades ou "ligeiros empurrões" para nos levarem a escolher caminhos que "outros" querem e, infelizmente, nos estão a preparar com "régua e esquadro".