Pontapés na gramática moral
Já vi Jorge Jesus irascível, gozando com os treinadores adversários ao mostrar-lhes os dedos de uma mão, dançando, e até o vi resgatar um adepto das garras da polícia, em Guimarães, mas nunca o vi meter um dedo no olho do treinador adversário, nunca o vi partir para o insulto pessoal dizendo que o seu colega de profissão tinha um neurónio nem nunca o vi romper camisolas de jogadores contrários. De modo que o recente ataque de José Mourinho a Jesus - que decidiu interpretar mal as palavras do técnico do Benfica -, é baixo, desprezível, de alguém que dá calinadas em inglês e acusa outro de pontapear a gramática portuguesa, de alguém que apesar de ser bom naquilo que faz, é egocêntrico, incompatibiliza-se com colegas de profissão, futebolistas, directores, jornalistas e vive rodeado de uma legião de pedantes e bajuladores.
Esta troca de ideias era essencialmente desnecessária... parecia conversa de miúdos. Não há paciência.
ResponderEliminarNão deixa de ser curioso o facto de até Di Matteo ter feito do Chelsea campeão europeu depois da primeira saída do Mourinho do clube londrino. E uma época depois dele ter saído do Real Madrid, Carlo Ancelotti levou o Real à la décima no Estádio da Luz. Quer-me parecer que o Mourinho já está acabado. Vê-lo na selecção nacional? Acho que é melhor não, obrigado.
ResponderEliminarJorge de Jesus tem defeitos que já lhe foram apontados, como treinador de futebol, profissão que ele exerce com inegável paixão.
ResponderEliminarMas tem também um imenso rol de qualidades e foi contratado para as pôr em prática e não para ser um exemplo intelectual ou mesmo apenas um bom comunicador.
Gozar com as suas carências nesse campo que sãop totalmente alheias às suas qualidades e pelas quais é responsável é mesquinho e feio.
Muito feio, mesmo.