O crime compensa


 


Podia ser um argumento de um filme policial de Hollywood mas infelizmente passou-se em Portugal. O realizador, um juiz, decretou a sentença ao nosso herói, um militar da GNR, que desta vez, não teve um final feliz: condenado à pena suspensa de quatro anos e a indemnizar os "lesados " em 45 mil euros. Exigia-se um guião diferente, pois Hugo Ernano, escapando por pouco a um atropelamento, decidiu cumprir o seu dever e perseguir dois assaltantes: pai e o tio de uma criança que viria a morrer acidentalmente.  A negligência e a irresponsabilidade do pai que levou à morte da criança custou-lhe apenas dois anos e 10 meses de prisão efectiva. Esta história tem um epílogo: mais do que concluir de que o "crime compensa", faz reflectir os agentes de autoridade, questionando se vale a pena agir no cumprimento do dever ou assobiar para o lado, essa cobarde maneira de estar na vida tão característica de muitos.

Comentários

  1. Confundir uma má justiça com "justiça abrilesca" é perfeitamente idiota e cai pela base, já que a justiça "pré-abrilesca" era na maioria dos casos perfeitamente injusta e aberrante.

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