A lição de Chipre

 


 


A tentativa de confiscar sob a forma de imposto todos os depósitos bancários efectuados no Chipre, vem demonstrar a falta de escrúpulos de alguns senhores da União Europeia. A partir de agora nada será como dantes, essa virtualidade não sairá do pensamento dos cidadãos europeus. Talvez não adiante poupar, talvez seja o momento de saborear a vida, castigar os bancos por toda a conivência com esta guerra económico social e retirar de lá todo o dinheiro, colocá-lo num cofre, em casa, longe de um qualquer louco engravatado.

Comentários

  1. É curioso que quando esta medida foi tomada e sevido à especificidade dos depósitos bancários em Chipre, toda a gente, desde as grandes instâncias internacionais (FMI, BE e UE) se apressaram, tal como alguns governos (a sacudir água do capote), a dizer que tais medidas NUNCA seriam tomadas noutro país, e que os cidadãos dos países que agora têm resgates financeiros (Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha) poderiam ter total confiança nos seus bancos.
    Mas ontem mesmo, depois de aprovada a reformulação da proposta devido ao chumbo do parlamento cipriota, já vão dizendo que eventuais novos pedidos do mesmo género podem vir a ser contemplados com medidas idênticas.
    A única coisa que eu sei é que se um país tiver a coragem de bater o pé à UE, (zona euro) e sair efectivamente do euro, entra tudo em pânico e é o fim do euro, primeiro, e possívelmente da própria UE.
    Eles têm pavor disso e por isso têm sustentado a situação grega, mas a que custo para o pvo grego? E o mesmo vai acontecer a Portugal se continuar a insistir nesta política suicida.

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    Respostas
    1. Ainda posso "compreender" que nos saquem dinheiro dos nossos ordenados e reformas através de vergonhosos impostos, mas já não o posso fazer quando nos querem confiscar o dinheiro das poupanças de uma vida. Nojento!
      Estou a pensar seriamente em retirar a maior parte do meu dinheiro do banco.

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    2. Inteligente meu caro!

      Mais cedo do que esperamos veremos a "Banca dita nacional" a necessitar de muito mais daquilo, que os "Ulriches" afirmam, como um bem desnecessário aos bolsos alheios!

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