A profissão impossível
Freud escreveu que a "educação é uma profissão impossível". Agora, em Portugal, isso nunca fez tanto sentido. As sucessivas políticas educativas ao longo dos tempos enxovalham os professores, desmotivam-nos, fecham escolas, aumentam o número de alunos por turma, extinguem disciplinas e enfraquecem o Ensino. De cidadão exemplar e modelo social, o professor passou a chamar-se "individuo portador de habilitações para a docência". A vocação agora é controlar a angustia dos insuficientes concursos nacionais de colocação, e, se tiver sorte, planear a vida longe da família ao melhor estilo saltimbanco, enfrentando a inveja, a competição dos colegas e a avaliação pidesca.
Nestes tempos, ao professor tiraram-lhe a dignidade, fizeram-o morder o pó da humilhação e até os ditos alunos molham a sopa neles. Do respeito de outrora nada ficou e hoje o professor foi transformado num joguete de gente inqualificável e criminosa. Como se poderá reagir a esta idade das trevas?
ResponderEliminarO que é que se espera do sistema de ensino num país cada vez mais sem valores e princípios? E o que é que se espera da situação dos professores que existem no país, e de todos aqueles que todos os anos se formam no ensino, se a taxa de natalidade não pára de baixar? Este país não é para novos! E cada vez menos o será... desde 1974.
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