A Casa dos Degredos


 


Alguém chamou aquela mistela de labregos, de arremedos de pessoas com outras mais ou menos equilibradas, de Casa dos Degredos. Nunca o nome foi tão apropriado para tão pérfido programa televisivo. Acotovelam-se para vender a dignidade, para serem "famosos" por um dia ou capa de uma revista qualquer. É tudo tão assustadoramente patético, tão foleiro, que o próprio pivot do programa goza com os protagonistas. É fácil revelar o segredo de cada um: a absoluta ignorância e o estado decrépito a que chegaram as novas gerações, reflexo do país.

Comentários

  1. Caro amigo Dylan : põe bem o dedo na ferida. ´E por desvios destes que as florescentes civilizações e os grandes impérios desaparecem e caem na bruma dos tempos. Claro que não advogo que sejamos todos ascetas e até convém que cometamos pecados, porém, tem de haver um limite de decência sobretudo aquele para além do qual se vem a perder a dignidade. Os fautores de tais programas também não são inocentes pois perseguem perversos e escuros propósitos para fomentar a degradação de certos e consagrados valores. Isto só poderia ser resolvido com tratamentos de choque, mas ninguém pode nem quer.

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  2. Não vejo televisão Portuguesa, tirando bola, e nalguns casos filmes e séries. Tudo o que é produção ficcional é muito fraca. Os concursos são de fugir. Alguns canais, como é o caso da TVI, conseguem a proeza de não ter nada de interesse em toda a grelha de programas. Pergunto-me como é que o povo não há-de sair bronco se só come palha. E pergunto-me se não deveríamos ter regras novas para balizar o que pode ou não ser emitido. É que se o critério vai ser simplesmente as audiências não podemos esperar melhor.

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