O fado grego









A Grécia, berço da civilização ocidental, do misticismo, da mitologia, da alegria contagiante de viver, de ser livre - exemplificado na estória cinematográfica de Zorba - está à espera que surja um Aristóteles moderno que endireite a matemática das contas, um novo Sócrates que os elucide e os motive para outra filosofia de vida, ao som de uma melodia de Vangelis. Inevitavelmente, a Grécia é uma espécie de oráculo para Portugal, a que acresce a semelhança do seu clima, do sol, do seu povo, do turismo, da sua relação com o mar. Apesar de acreditar no potencial destas duas grandes nações, quando penso no fado grego sinto um arrepio enorme a percorrer-me a espinha por angustiar o futuro. 

Comentários

  1. Também há substanciais diferenças e estas são bastante a nosso favor, nomeadamente no que se refere ao povo grego.
    Das duas vezes que estive na Grécia, e isso é sobretudo notório em Atenas, fiquei com uma sensação de que aquela gente é meio louca, tem comportamentos sociais estranhos.
    Nas ilhas isso não se nota tanto, nem mesmo em Salónica.

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    Respostas
    1. Sim, Pinguim, por vezes sobressai uma faceta animalesca, irascível até!

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  2. Espero que a Grécia seja o pontapé de saída para o desejado fim da União Europeia, essa coisa anti-democrática imposta à revelia pelas elites reinantes aos cada vez mais descontentes e revoltados Zé Povinhos.

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