A triste sina dos professores
Mais um Dia Mundial dos Professores que passou, mais motivos para haver menos festejos. Longe vão os tempos em que os alunos cantarolavam a música dos Pink Floyd para que os professores os deixassem em paz. Agora, os professores querem que os sucessivos incompetentes ministros da educação também os deixem em paz: do degradante modelo de avaliação ao seu desempenho, da estupidez burocrática e administrativa a que são votados, da precariedade, dos 55 mil candidatos aos concursos de contratação a prazo, das suspeitas da manipulação desses mesmos concursos pelas direcções das escolas, da ansiedade e instabilidade profissional provocada pelas colocações no final de Agosto e pelos recentes cortes na Educação que diminuem a qualidade do ensino. Tratem os docentes como a UNESCO os reconhece: "um grupo profissional fundamental sem o qual não pode haver nem desenvolvimento durável, nem coesão social, nem paz".
Meu caro, certeiro post. Vivo cada dia de docência como se fosse o meu último. Não me sinto parte de nada, escola vem, escola vai, neste meu nomadismo com quinze anos.
ResponderEliminarSó os alunos me vinculam, pois para mim ensinar tem um sentido sobrenatural, Portugal consubstancia-se no que ainda nos é dado transmitir e mediar de fecundo e frutuoso; ensinar é sementeira de prazer e canseira por um parto que nunca vemos.
Somos importantíssimos e dignos do máximo respeito. Cabe-nos resistir a todas as brutalidades recentes provenientes de quem olha para os docentes com os olhos que têm nas plantas dos pés.
Grande Abraço, Dylan!
Eu é que agradeço. É precisamente a pensar em pessoas como tu, o testemunho de viva voz, que escrevi este artigo e pedi o teu comentário.
EliminarGrande abraço, Joshua, e esquece as nossos desentendimentos clubísticos...:)
Admiro o teu amor pelo Benfica. Não há desentendimentos.
EliminarAquele Abraço.
Fui professor durante muitos anos e sinto que actualmente tal seria impossível, pois não conseguiria ter freio em mim próprio para aceitar a indisciplina dos alunos, a manutenção dos professores como cobaias de novas experiências de ensino, a pressão dos pais, a instrumentalização dos sindicatos e outras quantas coisas.
ResponderEliminarPresto aqui homenagem aos que dia a dia, dão tudo de si em prole de uma vida melhor para os alunos que lhes estão confiados.
Professor?! Estou surpreendido!
EliminarForte abraço e boa viagem ao leste.
Nunca fui professor, mas fui aluno. E na minha altura, uma turma de 30 alunos era normal. Às vezes mais. Parece que voltamos paulatinamente a esse tempo, porque me parece que alguém quer fazer prevalecer a ideia de que há professores a mais (e até médicos a mais). Estes são profissionais que nunca são demais. Pelo contrário, quantos mais forem, melhor será o nível. Mas parece que quem manda não entende que sejam coisas importantes, estas da educação e da saúde...
ResponderEliminarObrigado, Dylan!
ResponderEliminarÉ bom saber que ainda existem pessoas que acreditam em nós!
um beijo GRANDE