Uma questão de coluna vertebral
É normal alguns adeptos dos clubes de futebol serem fanáticos e verem somente o que lhes convém, o que não é normal é alguns profissionais de comunicação social, sob a capa de um falso patriotismo saloio, terem uma espinha dorsal semelhante a um molusco, ignorando o seu código deontológico. No caso da recente final da Supertaça Europeia, no Mónaco, entre o FC Porto e o Barcelona, um suposto penalty que ficou por marcar a favor dos portugueses foi apelidado de "batota no casino" e de outros adjectivos menos abonatórios contra o árbitro.
Num outro caso polémico, em 2010, no Estádio do Dragão, numa eliminatória da Liga dos Campeões opondo o clube da casa ao Arsenal, a falta de "fair-play" de Rúben Micael, marcando um livre indirecto num lance hilariante sem que os jogadores adversários se apercebessem da ordem do árbitro, mereceu da imprensa desportiva elogios de esperteza desmedida, apesar do treinador francês ter dito "que nunca viu nada assim". Ora, para esse tipo de chico-espertice e, aplicando o ditado "ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão", penso que ficaram quites.
penso que estás a comparar duas situações distintas, que não têm muito por onde se comparar.
ResponderEliminare mais, acredito que se fosse o benfica ou o sporting no lugar do porto, os títulos seriam algo deste género.
Afectas,
EliminarEu comparo o tratamento jornalístico dado às duas situações. Se houve "batota no casino", também houve desonestidade no golo contra o Arsenal, aliás, situação amplamente divulgada em Inglaterra e que deixou os ingleses incrédulos mas que aqui foi tratado como de um feito planetário se tratasse. Ou pensas que fico satisfeito com golos "à Vata"? Patriotismo da treta? Não, obrigado!
Relembro o código deontológico dos ditos:
- "O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados..."
- "O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo..."
- "O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses."