E depois do adeus


 


Neste país subalugado à "troika" internacional, não me parece que o novo Governo tenha dedos para tocar a guitarra. Decantando-se o ódio visceral e os boatos pessoais contra José Sócrates, resta uma mão cheia de nada: a prometida revisão constitucional, a discussão gasta e inútil sobre o referendo do aborto, a emigração forçada, o corte no subsídio de desemprego e o constante matraquear sobre a flexibilização laboral, a degradação social e o previsível aumento do IVA. O país virou à direita mas acho que continuará um zero à esquerda, também muito pela acção suicida dos líderes do Bloco e do PCP, orgulhosamente sós e desfasados da realidade, e que pela primeira vez na vida podiam ter copiado a dignidade democrática e o adeus do ex-Primeiro-Ministro e demitirem-se.

Comentários

  1. Por enquanto ainda aplauden o Coelho nas ruas mas daqui a não muito tempo serão só apupos.

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  2. 100% de acordo com o que aqui expressas.

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  3. Não sei que direita é essa. O único verdadeiro partido da direita entre as cinco principais forças políticas do país é o CDS-PP. O PSD é centro, mas ligeiramente virado à direita.
    Infelizmente a coligação pouco ou nada vai poder fazer, pois tem as mãos atadas e ao bel-prazer do triunvirato. Assim é quase certo o regresso do PS nas próximas eleições, uma vez que não haverá resultados positivos imediatos e os socialistas aproveitarão para contaminar o povo com novos promessas vãs.
    Entretanto, e apesar da crise, a criminalidade vai aumentando e atingindo gravidades outrora impensáveis, fruto dum sistema judicial com mãozinha leve e amiga dos criminosos, esses protegidos da esquerdalha.
    Liberdade sim, sempre, mas a que custo? Pelo menos no tempo do Salazar havia trabalho, segurança, disciplina e respeito.

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