Jogo e despesismo político
Depois do afastamento de Nuno Cardoso da presidência da Câmara do Porto e das derrotas estrondosas de Francisco Assis perante Rui Rio, é a hora do PS tentar reconquistar a Câmara, com o recurso à táctica perdedora de Elisa Ferreira - a colagem ao FC Porto. Só assim se compreende que, em tempo de "vacas magras", não se censure o despesismo de dinheiros públicos do Governo Civil do Porto na organização da homenagem "à instituição mais representativa da cidade", nas palavras do Governador Civil, uma espécie de político socialista que repreende autarcas social democratas. Este perigoso jogo político nunca deveria misturar-se com o futebol, por isso, fecha-se as portas da Câmara, entre berros histéricos das pseudo-forças vivas da cidade que deveriam canalizar o seu ressentimento não só para o bem estar social dos portuenses, mas do distrito, em geral.
Não posso estar mais de acordo consigo, caro Dylan. É muito fácil ser generoso com o dinheiro dos outros, além de que também é criminoso utilizar o dinheiro dos contribuintes com falsos conceitos de representação. Incluo nisto o presidente de Gaia que, de forma miserável, não hesitou em favorecer o clube corrupto, sabe-se lá a troco de quê. Grande Rui Rio que pôs as coisas no seu devido lugar. No tempos do Sr. F.Gomes e depois do Sr. Cardoso era um fartar vilanagem: metiam tudo no rabo do Corrupto mor ao ponto de não terem depois verba para arranjar uma simples sarjeta. Mas, mesmo assim, safaram-se.
ResponderEliminarTem razão, caro Rivus. O presidente da Câmara de Gaia, de quem tenho a ideia de ser uma pessoas extremamente competente, é mais um exemplo de despesismo público. Como compreender que gaste mais de 15 milhões de euros no Centro de Estágio do Olival para depois o arrendar ao FCP por 500 euros mensais?! Por outro lado, já são inúmeras as vezes que se prontifica para abrir as portas da sua autarquia à equipa quem tem a sua sede no outro lado do rio, quando são sobejamente conhecidos os atritos e a rivalidade entre Menezes e Rui Rio...
EliminarGostaria só de deixar aqui este comentário delicioso de Rui Rio, em 2006, na prática, aquilo que deveria ser mantido à distância - política e futebol:
"O Porto não conquistou a sua credibilidade no País, nem o pode fazer com o bairrismo típico, dizendo que o melhor é o futebol. Não é uma boa política. Não quero estar a falar de futebol, ainda mais num momento como o que está a acontecer aqui (Época de "Apito Dourado") e que me faz lembrar os casos Tapie (ex-presidente do Marselha) e Gil Y Gil (antigo presidente do Atlético de Madrid)".
Bom, se o Rui Rio também se aproveitasse do futebol, a esta hora o Boavista não só estaria de volta na primeira liga como andaria a lutar pelos lugares cimeiros...
ResponderEliminarUma vergonha, um descaramento, um gozo tremendo que nos fazem pela frente.
ResponderEliminarInfelizmente é o que move as massas...Mas tudo pode ser trabalhado seguindo uma análise de ameaças e oportunidades...
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