Não apaguem o passado


 


Proponho que, para quem recebe o Benfica à pedrada, com bolas de golfe, com galinhas e outros artefactos atirados para dentro do terreno de jogo, com a tentativa reincidente de humilhar e achincalhar o adversário e os seus símbolos - muitas vezes com a troca de comunicados fazendo menção ao talibanismo e ao nazismo, levando indirectamente  à vandalização das Casas do clube - seja recebido com pompa e circunstância. Organize-se um convívio dentro do Estádio da Luz com a degustação das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal, contrate-se o Coro de Santo Amaro de Oeiras para interpretar o hino do visitante, substituam a água dos aspersores por champanhe e larguem o fogo de artifício ao som da Pronúncia do Norte! Não, isto não é desportivismo, mas um apagão não pode fazer esquecer 30 anos de intimidação e ódio regional atiçado por alguém que não sabe estar na vida nem no futebol.  

Comentários

  1. Não acho que o apagão tenha sido grave, muito porque não se passou nada de grave... mas podia ter sido, e as agressões à polícia antes do jogo também podiam ter sido evitadas e o facto de recorrerem ao "cheira bem, cheira a Lisboa" para brindarem os portistas, para um clube que pretende ser mais do que uma cidade ou região também não cai bem. Claro que não são as mesmas coisas, claro que não se deve apagar o passado, claro que o FCP na mão do seu Presidente fez coisas muito piores, nomeadamente através dos muitos arruaceiros que promoveu na estrutura do porto, desde a vice-presidência às claques/seguranças, mas uma solução nunca passará por baixar ao nível do que se critica e em pequenos gestos, nota-se essa tentativa. Claro que também é difícil deixar passar, mas atirar pedras ao mesmo tempo que se vai buscar materiais de construção feitos em vidro, ainda que não se tenha construído nada... não augura nada de bom.

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  2. O apagão durante os festejos dos gajos foi simbólico, uma vez que eles nunca ganham um campeonato às claras...

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