O tigre de papel
The Christian Science Monitor
A China é de facto um grande país, com uma economia de peso, mas o seu regime político transforma a nação num pequeno tigre de papel que não convive bem com a democracia. Com a atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo isso ainda foi mais evidente: a censura rançosa do moderno social-comunismo nos meios audiovisuais, na internet e a tentativa de intimidar os países que marcassem a sua presença em Oslo. O cúmulo do despeito aconteceu com a criação apressada do Prémio Confúcio da Paz que acabou por ser um contra-senso pois a doutrina filosófica do confucionismo baseia-se na consciência política e no respeito pelos valores morais e sociais. Nem a compra de parte da dívida pública portuguesa pela China poderá jamais branquear o desterro do Dalai Lama, o massacre de Tiananmen e as constantes violações dos direitos humanos de personagens como Liu Xiaobo.
Realmente dinheiro é o que não falta à China, aliás, muita da dívida americana está nas mãos deles, quanto ao regime político a solução vai aparecer inevitavelmente porque à medida que a população fique economicamente melhor vai querer também dar a sua palavrinha na política, podem tentar travar mas há coisas que o tempo acaba por trazer a solução... nada neste Mundo é imutável...
ResponderEliminarBjos
Concordo Dylan, gostei muito de ler este post. Só um reparo: a China é um tigre de papel, sim, mas não pequeno. É grande e, por isso, ainda intimida.
ResponderEliminarDe personagens como Liu??
ResponderEliminarDe todos os cidadãos daquele país! Cuja desgraça começamos a pagar a nível global. Ser competitivo em troca de uma tigela de arroz - também está cá a chegar!
«Nem a compra de parte da dívida pública portuguesa pela China poderá jamais branquear o desterro do Dalai Lama, o massacre de Tiananmen e as constantes violações dos direitos humanos de personagens como Liu Xiaobo» - muito bem dito!
ResponderEliminarIO
De acordo.
ResponderEliminarGrande país, pequeno no respeito pelos outros.
Cumprimentos