O poder decisório da mulher grávida
A Organização das Nações Unidas diz que a mulher tem o direito de decidir ter ou não filhos, quando tê-los e, acrescento eu, escolher como tê-los. Vem isto a propósito das declarações da Ministra da Saúde e a sua obsessão em diminuir o número de cesarianas, inclusive com penalizações para os médicos. Sei que as cesarianas têm um custo maior para o SNS do que um parto normal, mas só uma mente muito retorcida pode pensar que um obstetra recorre a uma cesariana com a intenção que não seja apenas um mero acto médico seguro e eficaz. Porque deve ficar ao critério da mulher, evidentemente aconselhada pelo médico, se o seu estado emocional e psicológico vai conviver bem com a dor, com a analgesia, com o interminável trabalho de parto, sem ansiedade, sem estar pressionada por saber que o Estado está mais preocupado com questões financeiras do género - controlar a quantidade de betadine que se gasta nos Hospitais públicos -, em vez de se preocupar com o bem estar da parturiente e do seu futuro filho, pondo o avanço da medicina ao dispor e unidos no valor supremo da vida.
O valor da vida devia sobrepor-se aos valores económicos. E o facto é que o acto da cesariana é mais caro que o parto normal, por muito difícil que este seja. Ora, na lógica dos principais partidos em Portugal, estamos a falar de um número, não de uma vida. Um deles até quer fazer desaparecer a universalidade dos serviços de saúde. Por essa razão, uma proposta sensata seria impor, a qualquer grávida que tenha votado nestes partidos, o parto natural. As outras podem fazer cesariana...
ResponderEliminarFora de brincadeiras, penso que nenhum médico faz uma cesariana de ânimo leve, pelo contrário. No entanto, a verdade é que Portugal é o país europeu com mais cesarianas, o que também não é facilmente explicável.
Segundo sei, existem muitas equipas médicas sobrecarregadas e insuficientes, quando toda a gente sabe que o trabalho de parto pode demorar muitas horas...
EliminarA "mulher tem o direito de decidir ter ou não filhos"? Vê-se logo que a ONU é hipócrita até dizer chega. O direito de decidir ter uma vida sobrepõe-se ao direito mais fundamental dos Direitos Humanos (curiosamente consagrado por essa mesma hipócrita organização), que é o direito à vida! Aqui em Portugal isso até dá jeito, é de maneira que o povo português se extinga daqui a poucas décadas, começando pela raça branca (o seu futuro, por este andar, reside na América do norte e na Oceania). A taxa de natalidade já está muito baixa mas o que importa são as leis da morte e da destruição da família. Tudo em nome do egoísmo.
ResponderEliminarAh, para que conste, eu nasci de cesariana... já era tão cabeçudo quando era bebé que preferi forçar a saída por outra porta...
Cabeçudo?! Eu a pensar que eras benfiquista...
EliminarMais a sério: por muita hipocrisia que exista na ONU, ter um filho envolve muito mais do que não deixar extinguir a raça e, acima de tudo, a liberdade inalienável da mulher sobre o que fazer consigo e do seu corpo.
Amigo, não concordo contigo. Isso de dizeres que a mulher tem liberdade de fazer o que quer com o seu corpo e, por isso, ser livre de fazer um aborto, para mim não pega. Primeiro porque sou a favor da vida e segundo porque vejo o aborto como um passo atrás na evolução da contracepção. E eu vejo os factos. A taxa de natalidade está a baixar cada vez mais na Europa (e Portugal é dos países com a menor taxa da UE) e a legalização do aborto veio ainda mais prejudicar as coisas. Segundo dados, daqui a 40 anos Portugal terá sensivelmente metade da população que tem agora. A população europeia (na sua maioria branca) vai ficar drasticamente reduzida.
EliminarEu estagiei na Amnistia Internacional (AI) e muitas pessoas com quem eu lá trabalhei defendiam que a mulher deveria poder optar por fazer ou não o aborto. Isso é pura hipocrisia porque supostamente a AI defende os direitos humanos, sendo o mais fundamental de todos eles o direito à vida (está consagrado!). A partir do momento em que se defende esse direito da mulher de poder fazer o aborto, está-se a matar o mais fundamental de todos os direitos humanos. Se o egoísmo é um direito, então uma pessoa também pode matar outra pelo mesmo princípio... ou só conta se a pessoa estiver dentro da barriga da mãe? Se abortar para muitos não é criminoso, então porque abandonar um bebé recém-nascido por exemplo num contentor do lixo já seria se a diferença foi nesse caso o bebé ter chegado a nascer? Eu compreendo que a vinda dum filho acarreta muitas responsabilidades, envove muita coisa e até muda radicalmente a vida das pessoas... mas quem somos nós para decidirmos se uma pessoa pode ou não viver?
Se não querem ter filhos, não trabalhem para os ter. É verdade que o ser humano também é um animal, mas ao contrário dos restantes animais, ainda possui a razão.
Enfim, é o meu ponto de vista que obviamente vale o que vale, tal como o de qualquer um.
na minha família em especial no "ramo" principal todos têm literalmente as costas largas e as cabeças grandes e pelo que me contou a mnha falecida avó materna é porque a minha família não é de origem 100% portuguesa porque a geração que veio antes da minha tetraavó era de origem espanhola e de origem francesa dum lado e do outro da zona de lamego e esta mistura de genes deu que muitos dos meus parentes sejam de ossos largos o que torna o parto normal uma tortura, portanto quase todos em especial as gerações mais recentes nasceram de cesariana para evitar sofirmento quer para o feto como para criança, as únicas excpções no "ramo principal" da minha família foi a minha irmã que nasceu de parto normal mas a coisa ia correndo mal, e foi o meu sobrinho mais novo que dum parto normal acabou em cesariana de urgência
ResponderEliminarJá há muito tempo que não podemos decidir nada... e vai ser... cada vez pior... as ordens virão de fora... dos agiotas a quem nos venderam.
ResponderEliminarBjos
Olá Dylan! Vi que você deixou um comentário no meu blog...eu já havia enviado um e-mail de agradecimento, mas não obtive resposta. Você fezum comentário sobre uma postagem minha "25 tips for budget trips all over Europe"
ResponderEliminarObrigado por tudo. Ah coloquei agora uma série de dicas sobre cidades nos Estados Unidos e Canadá, espero que goste também. Acesse, comente e recomende o blog.
Jefferson Coelho
Brasil.