Fanatismo islâmico
Os recentes ataques cobardes no Iraque contra uma igreja em Bagdad por fundamentalistas islâmicos, vem acentuar a imagem de retrocesso civilizacional que o Ocidente tem da cultura árabe. Desde logo, o facto de não aceitarem a liberdade religiosa de outros cultos, intimidando, se necessário. O seu grandioso legado cultural foi substituído pelo medo, pelo atraso científico e técnico, pela subjugação da mulher em prol do endeusamento do homem, pelo entrave ao desenvolvimento das populações. A interpretação fanática e radical do Islão, travestido de ideologia política, é a grande exportação da sua economia. Por isso, a Europa olha de soslaio, com uma espécie de temor reverencial. Como disse Angela Merkl, "o multiculturalismo falhou", não tanto como o orgulho exacerbado de alguns que pedem a morte para quem romanceia através de uns versículos ou para quem cria umas caricaturas de um profeta. Fazendo minhas as palavras de Kurt Westergaard, o cartoonista, "quando se é fanático vive-se uma vida sem dúvida, mas a dúvida, é o sentimento mas construtivo que podemos ter".
Cada vez há mais fanáticos e não é só na religião.
ResponderEliminarNum mundo, cada vez mais cheio de incertezas deveria acontecer, precisamente, o contrário, talvez por isso, isto pareça... um mundo de loucos.
Bjos
concordo.
ResponderEliminarUma boa noite, Dylan ... ))
ResponderEliminarSe fosse hoje, Marx teria escrito que o fanatismo religioso é o ópio (ou o haxixe, de que os árabes tb são grandes produtores) do povo.
O Fanatismo é todo igualmente mau. Contudo, há vários graus e este tipo de fanatismo está lá no cimo na escala dos piores.
ResponderEliminarA religião é necessária no mundo. O Cristianismo moldou o pensar ocidental e alicerçou a civilização. Ninguém no seu mais perfeito juízo pode negar, por exemplo, as raízes cristãs da Europa e do Ocidente em geral, muito menos da contribuição do Cristianismo para a humanidade. Marx chamou a religião de ópio do povo, mas ficou claramente provado pela História que aquilo que ele defendia é que é uma verdadeira droga.
ResponderEliminarEm relação ao fanatismo islâmico, o islão é todo ele um fanatismo desde a sua génese. Só quem não sabe História é que não se apercebe que o islão surgiu sob golpes de cimitarra. O próprio profeta deles incitou os seus seguidores a matarem os que não se submetiam ao islão, como os cristãos e os judeus, que precederam aos muçulmanos em muitas terras da Ásia Menor. Os muçulmanos, sobretudo os radicados no Ocidente, vêem-se aflitos para nos convencerem que o islão é a "religião da paz" e que os fundamentalistas e terroristas são uma pequena minoria. Mas isso não é verdade. Quem já leu o Alcorão sabe que isso não é verdade. O Alcorão incita ao ódio e à violência. Os muçulmanos no Ocidente gozam de plenos direitos, têm o direito de reivindicarem, têm as suas mesquitas (locais onde, curiosamente, levam com autênticas aulas de violência e intolerância para com os não são muçulmanos), querem mais mesquitas, querem que as suas mulheres usem o véu na nossa sociedade, querem impor gradualmente a Sharia... e as pessoas esquecem-se que nos países islâmicos os outros são perseguidos por serem diferentes, como por exemplo os católicos, considerados pessoas de segunda categoria, sem direitos nem nada. No Iraque, quando estava o Saddam Hussein, os cristãos eram 1 milhão. Hoje são menos de metade desse número. No Paquistão uma mulher católica, Asia Bibi, está na iminência de ser a primeira mulher a ser condenada à morte por ter blasfemado contra Maomé e pouco se ouve falar disso nos cobardes meios de comunicação social. Dá a entender que a própria comunicação social teme o islão. Os jornalistas temem falar mal (aliás, dizer as verdades) do islão. Na Holanda mataram o realizador Theo Van Goh por causa do seu filme em que aparecia uma mulher nua com versículos do Alcorão no corpo. Agora mais recentemente um puto foi ameaçado de morte no Reino Unido por um grupo de putos da sua escola que pertencem a um grupo muçulmano simplesmente por ter escrito um texto a propósito do dia do armistício em que homenageava os soldados britânicos que morreram no Afeganistão. Também no Reino Unido, o nome Maomé é o nome mais dado aos recém-nascidos no país, ultrapassando nomes como Jack ou Joshua. Em França, os muçulmanos até fazem parar o trânsito numa localidade nos arredores de Paris para se juntarem e rezarem ao ar livre, prejudicando os outros. Uma igreja no centro de Paris foi alvo de terrorismo por parte de jovens muçulmanos. O mais engraçado é que à mínima crítica que é feita ao islão a reacção é logo violenta. Os outros (ou nós) podem sempre falar mal da Igreja, de Jesus ou até de Deus, mas não se pode falar mal do islão. Fica agora ao critério dos ocidentais pensarem se vale ou não a pena continuar a conviver com eles em nome duma hipócrita tolerância e do politicamente correcto, aqui, na nossa própria terra, no nosso continente. Que o número de muçulmanos aumenta na Europa, isso é evidente. Que os problemas já existem e vão aumentando, é evidente também. Mas até as pessoas se consciencializarem para o problema que significa o islão, já poderá ser demasiado tarde. Quando já forem suficientes, já poderão exercer maior pressão e o grande sonho muçulmano de conquistar finalmente a Europa, transformando-a em Eurábia, será cada vez mais real.
O Ocidente, por seu lado, também vai caminhando para o suicídio. A grande vaga de ateísmo, agnosticismo, secularismo e hedonismo vão aos poucos matando os valores que moldaram o Ocidente e isso é um tremendo aliado do crescimento do islão. Por muito que gostem de falar mal das Cruzadas, é graças a elas que a Europa não é um continente islâmico. Como a Igreja de hoje já não é pujante como antigamen
em relação ao comentário anterior só tenho uma opinião - o fanatismo religioso só é mau quando se trata de qualquer outra religião que não a católica? a mim parece-me que todas as religiões apelam ao ódio e à incapacidade de aceitar outra visão de vida ou de deus e afirmar que apenas o islamismo defende tal coisa demonstra uma intolerância e desrespeito enorme pela individualidade e direito de escolha.
ResponderEliminarem relação ao post, é óbvio que fundamentalismos e radicalismos nunca são solução para nada, já que não existe uma verdade absoluta, não existe ninguém que tudo saiba nem sequer a obrigação de seguir certos dítames ou regras impostas por alguém ou algo...
Finalmente, apareceste. Pensei que tinhas ficado chateada devido às nossa divergências na questão israelo-palestiniana. Abraço.
Eliminarnahhhhh, é mesmo porque ando desaparecida da blogosfera.
Eliminarmuito estudo... :X
além disso não me chateio só por causa de opiniões diversas.
faz bem um pouco de discussão... :)
A mim acusam-me de ser católico fundamentalista e, sim, para mim só existe uma única religião verdadeira, mas não sou violento nem ando a impor o que quer que seja às pessoas. Acredita quem quiser e se não querem acreditar, não há problema da minha parte, pois cada qual sabe de si. E não é verdade que todas as "religiões" apelam ao ódio e à incapacidade de aceitar outra visão. Os budistas, tanto quanto se sabe, não são violentos. Os hindus ou os muçulmanos, actualmente, sim. O Cristianismo teve a sua fase, precisamente durante a Idade Média, mas agora já não vivemos nesses tempos. O que constatamos nestes nossos tempos é que de facto a única "religião" intolerante e em que os seus seguidores demonstram claro fundamentalismo é o islão. Portanto não vamos agora estar a querer falar das "outras" porque, e insisto, os tempos são outros e interessa-nos é o presente. Só diz que não existe verdade absoluta quem não acredita nela, e para quem não acredita, nenhuma explicação é possível. Liberdade de escolha, sim, sempre, mas que não prejudiquem os outros. Até porque a liberdade duns começa onde acaba a dos outros. O que é intolerável a sério não é o facto de os muçulmanos serem como são; é o facto de quererem vir para cá impor a sua crença e isso é o que vai acontecer no futuro se o Ocidente continuar de braços cruzados. E isso torna-se ainda mais intolerável quando vemos que na terra deles a tolerância para com os que são diferentes não é aplicada, portanto que moral têm eles para nos exigirem o que quer que seja? Isso é como a ditadura das minorias. Se um preto diz publicamente que tem orgulho de ser preto e ouve músicas com letras do tipo "sou um preto feliz e se pudesse nascer outra vez quero nascer de novo preto" é muito bonito, porque é que um branco não pode dizer que tem orgulho de ser branco e ouvir músicas pró-branco que é logo considerado racista? Há muitos conceitos que têm de ser seriamente revistos. Para mim, é simples: a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Eliminardesculpa mas até o Papa diz que todo o mundo tem de ser convertido e que todos os infiéis e ateus são os principais responsáveis pelas desgraças no mundo (como o comentário ignóbil dele afirmando que foram os ateus responsáveis pelo holocausto. andamos a brincar???).
Eliminarchama-se a isto o quê?
se não é fundamentalismo então não sei o que é.
falo de tds as religiões, mas refiro-me mais especificamente à católica já que é aquela em que fui criada.
e ouvir a maioria das pessoas religiosas falar de quem não vê as coisas da mesma maneira, quer acreditem em alguma coisa ou não, como se fossem filhos do demo e que deviam ser convertidos é realmente uma prova de que todas as religiões estão ligadas a visões radicais e fundamentalistas de vida.
Os ateus não foram responsáveis pelo holocausto, a ideologia - que é ateia -, sim. O comunismo, que é ateu na sua essência, é responsável pelas maiores matanças da humanidade (mais de 100 milhões de vítimas) e isso foi no chamado "século das luzes", o século XX, onde supostamente o Homem "deixou" a religião, como dizia o velho Marx, era o ópio do povo. Certamente que o comunismo ateu era melhor para a humanidade. Foi o que se viu.
EliminarO Papa Bento XVI é fundamentalista, sim, e por isso que eu gosto dele. Mas, ao contrário dos simpáticos islâmicos, nenhum católico anda a tramar atentados em organizações organizadas terroristas. Eu também sou fundamentalista - como eu afirmei no comentário anterior - e entretanto não estou a conspirar contra ninguém, não quero matar ninguém nem estou a tentar evangelizar quem quer que seja. Compreendes a subtil diferença entre um fundamentalismo prático e um fundamentalismo pessoal? Evangelizar não é impingir. Cada qual faz como quer. Também há ateus militantes cismados em converter religiosos ao ateísmo. Será o ateísmo uma "religião" fundamentalista por causa disso?
Não fosse a Igreja Católica a esta hora tu certamente não terias a liberdade de pensar no que pensas e defenderes o que defendes. Sim, porque se não fosse a Igreja Católica, que incutiu o espírito da reconquista da península ibérica - inundada pelos simpáticos mouros que estavam cá há mais de 5 séculos - nos visigodos chefiados por Pelágio na gruta da Covadonga, nas Astúrias, Portugal não existiria. Se não fossem as malditas Cruzadas, a Europa a esta hora era a Eurábia. Fundamentalismo? Sim. Aplicava-se o princípio "ou eles ou nós". Portanto acho que qualquer português que tenha orgulho na sua nação e na história dela, devia pelo menos ter um pouquinho de respeito pela Igreja Católica que, quer queiramos quer não, faz parte da nossa cultura. É isso ou então removam as quinas da bandeira nacional, cumprindo-se uma das profecias de D. Afonso Henriques.
As pessoas de hoje pouco conhecem de muitas coisas e da Igreja é uma delas. Se abrem a boca para falar dela é simplesmente para falarem mal. Desafio-as a verem o lado bom da Igreja, não só na actualidade, como ao longo da história, e reconhecerem o contributo dela para a civilização. A mim, por exemplo, mete-me nojo todas aquelas pessoas - que eu conheço! - que não são religiosas e que agora que estão com dificuldades devido à crise, lembram-se de ir à Cáritas ou mesmo à igreja cá da cidade pedir auxílio... mas responderem com um pouco de gratidão, tipo com alguma prática religiosa, é mentira! A incoerência é tão condenável como a falta de princípios. Talvez isso também seja algum tipo de fundamentalismo...