Greves saturantes


 


Compreendo que o direito à greve seja uma decisão livre e justa, mais do que imposição sindical, mas não concordo que sejam sempre os mesmos a acarretarem com os transtornos dessas acções. No caso da CP, quantas vezes são feitas greves ao longo do ano e com que benefícios para os trabalhadores? Por outro lado, quem compensa os utentes por não usufruírem da assinatura mensal dos transportes paga por antecedência ,  por serem obrigados a usar outro meio de transporte alternativo mais custoso e,  eventualmente , perderem um dia de salário?

Comentários

  1. Pois é. Quem paga é sempre o mesmo. Felizmente eu, como tenho a minha vida aqui em Alverca, não dependo de transportes (excepto os meus próprios pés) para me deslocar. No fim do mês não só poupo um dinheirinho valente como ainda faço aquilo que é aconselhado: andar pelo menos uma hora por dia, que é óptimo para a circulação do sangue...
    Os grevistas bem que podem agradecer à revolução dos cravos... em países desenvolvidos como a Singapura, que é uma democracia, o direito à greve dá direito a despedimento. O normal funcionamento geral das coisas deve estar sempre em primeiro lugar em detrimento de qualquer tipo de egoísmo. Talvez também seja uma forma de abordar a democracia.

    Um abraço.

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  2. Posso até compreender os trabalhadores das instituições por fazerem greve, mas quem fica prejudicado são sempre os utentes.
    Penso que falta é um 25 de Abril - Parte II

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    Respostas
    1. Eu penso precisamente ao contrário, ou seja, porque é que a Administração da CP, em vez de se justificar com a greve, não assegura os serviços mínimos e PAGA aos utentes não servidos, na proporção do prejuízo causado, como está inscrito na Lei deste país?
      Por isso é que se opta por greves, para causar transtornos. Uma greve que não cause transtornos a ninguém é um favor que se faz a quem não aceita as reivindicações.

      Falando pessoalmente, penso que há greves que se justificam e outras nem por isso. Atendendo ao que se vê por esse país fora, estão a fazer greve e manifestação aqueles que menos têm por onde se queixar. Mas a questão não se mede por aquilo que eu penso, mede-se em termos legais.

      Isto independentemente da justeza ou não das lutas dos trabalhadores, que a nós não cabe decidir.

      PS: em Singapura, o sexo oral é proibido. Uma boa democracia a todos!

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