Sofrer em silêncio
Música feita em memória de Jeremy Wade Dell que se suicidou em Dallas aos 15 anos de idade devido às constantes perseguições de colegas de escola
O caso de bullying ocorrido em Mirandela vem expor à saciedade a gravidade desta praga. O problema já ultrapassou os portões escolares para entranhar-se de uma forma asquerosa na vida social e no local de trabalho. Porque não estamos a falar apenas de uma obsessão pelo poder, da dominação sobre um indivíduo, mas de um agressor que ameaça tornar-se num potencial criminoso. Esta forma de intimidação pode ter tido origem dentro do ambiente familiar onde a educação infantil não foi devidamente acautelada. A escola de Mirandela foi a primeira a descartar-se, por isso, à semelhança do que aconteceu noutros países com casos semelhantes, deveria ser duramente responsabilizada, começando pelo autismo das chefias e reforçando a vigilância preventiva de todos os intervenientes do sistema educativo.
Dylan, eu não sei como era quando tu eras pequeno, mas lembro-me que quando eu andava na escola já havia miúdos mais violentos que gostavam de maltratar os mais indefesos, já nessa altura era cruel, a diferença é que a maior parte dos pais e dos professores ainda se preocupavam e tentavam sempre fazer qualquer coisa, quer com os rebeldes quer com os indefesos. Hoje em dia parece-me que quase todos se tentam alhear das suas responsabilidades e os miúdos estão entregues a si próprios e à sua sorte.
ResponderEliminarÉ uma tragédia o que aconteceu e nunca deveria ter acontecido, infelizmente é um reflexo da forma como estamos a educar as nossas crianças.
O caso do jovem que se deitou ao rio Tua em Mirandela pondo termo á vida, traumatizado pela violência na sua escola, trouxe-me á memória os tempos da minha infância. Poderia ter sido uma escola pobre e corriqueira, mas o que posso garantir é que era uma escola alegre e envolvente. Tínhamos, é claro, as nossas rixas e e quezílias, não propriamente de violência, provocadas por diversos motivos. Mas havia respeito, sobretudo pelos professores e os pais tinham outra mentalidade. Porém, o que garanto pela certa, é que se algum dos alunos passasse das marcas, sobretudo em termos de violência, levava, como soe dizer-se e neste caso com toda a propriedade, que contar para a mestra de forma que, se tentasse prevaricar, pensava então duas vezes. Dir-me-ão que hoje os tempos são outros e é um facto; só que não são as épocas que alteram as vivências e sim os respectivos valores e estes é que mudaram e se deterioraram. Tenho filhos e netos, por isso só poderei concluir com pesar: pobre miúdo!
ResponderEliminarConcordo com a tua opinião.
ResponderEliminarAlguma coisa tem de ser feita, urgentemente.
Como adultos que somos, não podemos "passar ao lado" e temos que agir activamente. Parar para pensar...pensar nas consequências que daí advêm...reagir!