Surrealismo na banca


 


 


Parece bastante surreal a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu. Não só porque houve um "casamento" de conveniência feito em Bruxelas entre franceses e alemães, mas principalmente pelo seu péssimo desempenho no cargo de Governador do Banco de Portugal. Não se deve escamotear  escândalos como os do BPN e BPP nem tampouco desresponsabilizar o papel fiscalizador do Banco de Portugal. Se o seu responsável falhou na supervisão bancária e inclusive foi censurado pelo partido do qual já fez parte, não sei como poderá ter êxito na política monetária europeia. Assim, deveria haver mais prudência em torno desta nomeação para que nem o patriotismo de ocasião rejubile.


 

Comentários

  1. Tenho para mim que o regozijo nacional tem mais a ver com o facto de finalmente nos livrarmos do VC.

    Quanto à escolha. Que queres que te diga?!
    Cada vez me convenço mais que são escolhidos apenas por serem facilmente domesticáveis, para serem apenas um boneco que não cause incómodos nem questione quem realmente puxa os cordelinhos e realmente decide e manda...

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  2. É personagem pela qual tive sempre uma grande antipatia porque, quando a via aparecer, me dava a impressão de que tinha afivelada no rosto a máscara da incompetência. É evidente que esta asserção poderia ser subjectiva se ela não tivesse sido confirmada por actuações de muito pouca categoria. Este indivíduo não passa, na verdade, de um oportunista da política e que, dentro dela, suponho, é mesmo um fracassado, dado ter feito sempre asneira em tudo o que praticou. Eu até nem me ralaria muito com isso, não fossem as remunerações exorbitantes, despropositadas e mesmo imorais que aufere, superiores até ás do seu homólogo americano. Tal destempero provoca ainda nele um sentimento de superioridade e arrogância que faz enaltecer o seu ego e julgar-se um inatingível deus, não do Olimpo, mas do Orco. Por isso, esta sua nomeação para o BCE só pode ser vista como um verbo de encher e como um capacho de outros interesses mais poderosos. Volto a reiterar; nada disso teria relevância não fossem, de facto, as retribuições pagas principescamente e que, na verdade, premeiam de forma achincalhante, a inutilidade, a incompetência e o dobrar da espinha.

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