Os cobardes do pelotão

 


 


http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=BE-e-familias-de-alunos-do-Colegio-Militar-alegadamente-agredidos-avancam-para-accao-conjunta.rtp&article=288775

 


Estalou o verniz no impoluto Colégio Militar devidos às alegadas práticas de violência física sobre os alunos mais novos daquela instituição. Enquanto uns pais retiraram de lá os seus filhos, outros manifestaram o seu apoio ao Colégio, quais virgens ofendidas. Não se lembram que a seguir podem ser os seus filhos, os alvos, mesmo entre miúdos oriundos de estratos sociais mais elevados. Talvez pensem que são intocáveis, a verdadeira elite da sociedade portuguesa à prova de escândalos. Espero que, à semelhança de outros estabelecimentos de ensino público, se castigue exemplarmente os agressores, de preferência, sem silêncios cúmplices, pois já se chegou à conclusão que para "ser homem" e bom cidadão não é necessário frequentar esses tipos de instituições nem ser exibicionista.


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Há muito que as escolas permitem este tipo de comportamentos,assobiando para o lado.As sequelas psicológicas que marcam para sempre vidas e vidas,são mais do que aquelas que podemos supor.
    Os episódios traçam-se da primária ao ensino superior.As escolas são,muitas vezes,autênticos palcos de terror onde a violência gratuita é disciplina de topo.
    È urgente por cobro a isto.

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  2. Muito bem observado, escondem-se por detrás duma suposta brutal masculinidade para efectuar actos muito pouco dignos.

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  3. Não conheço os contornos desta notícia, mas penso que esteja relacionada com a famosa "praxe".
    Penso que aqui poderemos estar perante duas situações extremas:
    1- A praxe levada a extremos que são nitidamente abusivos e humilhantes para o praxado, havendo casos de violência gratuita injustificável;
    2- O "exagero" de alunos e pais que consideram que uma brincadeira inofensiva é um trauma para a criatura que a sofre.
    São dois extremos possíveis de uma mesma tradição. Se a primeira em nada dignifica quem praxa e nem a instituição onde ela acontece, já a segunda não abona nada a favor de uma geração que tem crescido sem grandes "contrariedades"...

    E agora, em tom de brincadeira claro, esta situação vai ser resolvida rapidamente, já que ontem tomou posse como Ministro da Defesa um senhor que é... malhador! Em alguém ele vai malhar! Digo eu...

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  4. Eu sou um de muitos que sofreram com o bullying . Quando era mais novo sempre fui um puto muito dócil, passivo, que não arranjava chatices com ninguém... até ao dia em que começaram a fazer de mim o bobo da corte. Eu, passivo, comia e calava e isso durou ainda um bom tempo. Era cobarde, só queria era fugir dos que me faziam mal.
    Um dia disse basta e ao que estava sempre a chatear-me, mas é que era mesmo todos os dias, dei-lhe um valente pontapé à Karate Kid com força no esterno dele, ele caiu redondo no chão e quase ficou sem ar, completamente à rasquinha. Ficaram todos a olhar para mim estupefactos. Esse meu colega tinha sido expulso depois do colégio onde andava e a partir dessa altura os meus colegas de então começaram a piar fininho.
    Quando cheguei ao liceu tratei logo de me impor. Se há coisa que eu aprendi é que nós devemos impor-nos logo sem darmos espaços para que os outros abusem da nossa confiança. Hoje em dia sou uma pessoa bem mais confiante - tal não é alheio o facto de eu ser praticante de artes marciais desde pequeno, primeiro judoca e agora kenpoca - e não admito que abusem da minha paciência. O único gajo que me tentou assaltar, e tinha ele uma faca na mão, no comboio, levou porrada até mais não. O último gajo que teve a infeliz ideia de se meter comigo ficou pregado no chão após uma valente murraça nas têmporas.
    O bullying é um problema sério e urge acabar imediatamente com isso. Acho que as crianças deviam aprender artes marciais, pois isso confere-lhes confiança nelas próprias e também disciplina e discernimento na resolução dos problemas que possam enfrentar. Acima de tudo têm desde logo que se impor... para que não sejam subjugados.

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  5. Dylan, parece-me que afinal os casos que deram origem a toda esta polémicas, são bem graves e deveriam ser casos de polícia.

    O que é inadmissível é que a instituição não averigue convenientemente o que se passou, aplique o castigo máximo aos culpados (1 semana de suspensão) e depois ainda os condecore como alunos exemplares... isso é vergonhoso e coloca toda a instituição em causa!

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