Falência de identidade desportiva


 


 


A naturalização de mais um jogador de futebol estrangeiro pela nossa Selecção Nacional é mais um rude golpe na identidade desportiva do nosso país, e acima de tudo, um retrocesso no modelo dos escalões de formação.


Não se percebe esta incoerência, ainda para mais dado o currículo do seleccionador nacional, o impulsionador da chamada jovem “geração de ouro” de Riade e Lisboa.


O processo de naturalização foi tão rápido e conveniente que fez corar de vergonha os trabalhadores imigrantes do nosso país. Critica-se em surdina esta naturalização e outras do passado,  dentro da incompetente FPF e entre colegas da mesma profissão enquanto o público demite-se de apoiar esta Selecção com sotaque pois ainda sabe o significado da palavra ética.


 

Comentários

  1. Concordo contigo plenamente.

    Abraço e bom f-d-s

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  2. Concordo com as pessoas que são contra as naturalizações por conveniência. Mas nada tenho contra aqueles estrangeiros que queiram ser portugueses e que genuinamente querem servir Portugal. É o caso do Obikwelu que até chorou agarrado à bandeira nacional, um profundo gesto de amor à pátria que ele escolheu abraçar e que muitos dos nossos não têm. Antes, muitos desses nossos, preferem acreditar que isto, Portugal, estaria muito melhor integrado na Espanha, quais traidores mesquinhos que já D. Afonso Henriques previra quando estabeleceu aquelas que seriam as quinas da bandeira portuguesa.
    Nós não escolhemos a nossa naturalidade. Mas a nacionalidade é uma outra coisa. Claro que depois existe a questão do mérito, mas isso já é uma outra história...
    Espero que o Liedson prove ser realmente útil à nossa selecção, pois quer aprovem quer não, ele agora está na selecção de todos nós. E, como tal, da minha parte tem todo o meu apoio. Como Deco silenciou muita gente marcando um golo ao Brasil, espero que Liedson possa ser determinante na nosso apuramento para o Mundial. Tal como muitos, também não gosto do Queiroz, mas como português, e ao contrário de muitos, desejo ardentemente que Portugal se apure.

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    Respostas
    1. Liedson marcou o golo da selecção e evitámos, assim, a derrota. Estamos praticamente afastados do Mundial, mas a derrota teria ditado definitivamente o nosso adeus.
      Eu ainda acredito! Porquê? Porque sou português. E não me interessa se os que representam a nossa selecção são lagartos, tripeiros corruptos ou vindos doutras paragens do mundo. Para envergarem a camisola das quinas têm forçosamente de ser portugueses nem que seja somente no papel. E isso é o que basta para ser jogador da selecção. E, estando na selecção, tem, logicamente, o meu apoio. Porque sou português com orgulho.
      Um abraço.

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  3. Ora viva!

    Apesar de ser um admirador das qualidades do Liedson, também estou de acordo que só devem jogar na selecção nativos de Portugal. Não só pelas razões que aponta mas porque isto prolonga um precedente gravissímo - que vá se viu que pode não ter retorno a menos que se faça alguma coisa.

    Um abraço...
    shakermaker

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    1. Camões morreria de susto. Hoje...
      Isto ta bonito! E ninguém tem culpa? risses...

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  4. Uma acha para a fogueira: o Manuel Fernandes aos 16, o Nélson ex-SLB ) aos 20, o Nani aos 18, e Rolando aos 22 anos tinham todos algo em comum: tinham um passaporte cabo-verdiano, igual ao meu.

    Porque é não se viu "um rude golpe na identidade desportiva" lusa quando foram naturalizados -- aliás, foram muito saudados! -- e tal só acontece quando se é brasileiro?

    Parece-me, no mínimo, hipócrita. Não acha?

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