Antiamericanismo primário

 



 


Com os ataques terroristas ocorridos nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001, pensou-se que a luta contra o terrorismo iria entrar numa nova era, pois a partir dali nenhuma sociedade estaria imune a um eventual ataque.


Em vez disso, entrou-se num antiamericanismo rançoso, chegando-se ao ponto de dizer que a América estava a pôr-se a jeito para que aquilo acontecesse. É  este o discurso  de uma parte da esquerda europeia, ressabiada com a desagregação soviética e saudosa do Muro de Berlim, impulsionada pelos meios de comunicação social, alguns deles meros focos de intoxicação da opinião pública. Tamanho ódio e preconceito só é superado pela deliciosa ironia: a América, o país-continente, sempre na vanguarda do progresso tecnológico e civilizacional, onde existe a maior multiculturalidade de raças e credos, onde as minorias são uma voz activa na sociedade e a liberdade e a democracia atingem o expoente máximo. É o país que mais disponibiliza ajuda humanitária e financeira ao exterior e também aquele que acolhe o maior número de imigrantes em busca dos seus legítimos sonhos. 


O antiamericano contemporâneo adora o estilo de vida “yankee”: os filmes de Hollywood, a literatura, a música, os refrigerantes,  a “fast-food”, mas é incapaz de reconhecer isso porque é hipócrita. O despeito é tal que se branqueia o papel decisivo da América no desenlace da Primeira e Segunda Guerra  Mundial evitando que a Europa caísse num regime totalitário. Claro que nem tudo é perfeito,  o sistema de saúde  e, principalmente,  a sua política geo-estratégica, mais agressiva depois dos atentados. Diz Chateaubriand, “não há nada mais servil, desprezível, covarde e tacanho que um terrorista” - eu acrescento -,  e de que um antiamericano.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

Comentários

  1. É esse antiamericanismo primário que leva a extrema esquerda e alguma esquerda, a ser simultaneamente anti-israelita primário, ou ao contrário, conforme os casos.

    Esses sectores, substituíram os lenços à ché guevara , pelos lenços palestinianos. Mas não são os palestinianos que os move. é o ódio á América. Os palestinianos e Israel , são só uma desculpa...

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  2. Eu não sou propriamente antiamericana mas há coisas que estão por explicar em relação, como dizes, à política geo-estratégica americana. e penso que as pessoas não se revoltaram contra a américa do nada, mas sim devido à sua ocupação ilegal de um país que nada tinha a ver com o 11 de setembro. o sistema de saúde é horrível e mesmo as pessoas com seguro não têm um acesso facilitado a tratamentos e medicação. em comparação (nesse assunto) cuba é um paraíso para as pessoas, já que têm um dos melhores sistemas de saúde no mundo, para além do preço baixíssimo de medicamentos essenciais. no entanto sempre quis viver na américa porque como também disseste é um país muito desenvolvido, onde um "zé-niguém" (sem posses isto é) mas com talento e trabalhador consegue alcançar os seus sonhos. um país de oportunidades sem dúvida. mas prefiro continuar no meu cantinho onde estamos um pouco resguardados do resto do mundo. até podemos falar mal de muita coisa em portugal mas eu tnh mt orgulho em ser portuguesa.

    noutro assunto, SLB sempre, com muitíssimo orgulho. :) ideologias à parte o futebol faz esquecer tudo isso. ahahah mas para mal dos meus pecados o meu companheiro é portista e pior de tudo, a minha rapariga anda a torcer pelo porto... desgosto..... :)

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  3. Na minha opinião todas as tendências extremistas são pouco salutares e acabam por retirar algum bom senso a quem as defende. Não existem "os bons e os maus".


    PS1. Só por curiosidade...a que se deve o ENORMEEEEEEE espaço em branco a seguir ao texto?

    PS2. Moderação de comentários!? Tu não me digas que também andas a fugir do chinoca.


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  4. Boas Dylan,

    Bem não tendo muito a ver mas os fundamentos são os mesmos, falo dos anti-Benfiquistas mas este caso resulta da inveja e do reconhecimento interior e nunca revelado por tais personagens da maior dimensão e glória do Benfica! Voltando ao assunto dos anti-americanos é certo que durante a presidência Bush havia certas atitudes que sabemos serem menos honestas principalmente no Iraque com a Halliburton. Tirando isso não vejo assim grande erros na política externa e estou convencido que o Obama vai conseguir acalmar as coisas, o que me parece propício para novo ataque terrorista mas cá estaremos para ver. Os americanos nem sempre parecendo são bastante nacionalistas, e tolerando as crítica aos seus governantes o mesmo não admitem em relação à sua terra, às suas crenças, aos seus ideais, e nós portugueses só tinhamos a ganhar se fossemos nem que fosse só metade do que eles são nesse aspecto. Eu umas vezes mais que outras tenho uma certa admiração por ele, e às vezes até chego a a ser um bocado pró-americano primário! (Brincadeira!)

    http://este-ano-e-que-e.blogs.sapo.pt/

    http://conversaesplanada.blogs.sapo.pt/

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  5. Então, este blogue andava escondido?
    Pronto, já disse no meu blogue, concordo, eu não explicaria melhor. Também me irritam os fundamentalistas em geral, em especial os que são contra o estilo de vida que eles próprios seguem.
    Abraço.

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  6. Caro Dylan,

    isto não é anti-americanismo nenhum - aliás, sou anti qualquer coisa que não seja a favor do respeito pelo ser humano - mas ajudas e contribuições por interesse são tão merecedoras de elogios como são merecedoras as palmas aos ditos anti-americanos hipócritas...

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