Futuro incerto na imprensa


 



A decisão dos jornalistas e demais trabalhadores de um jornal diário português em aceitarem a redução da remuneração individual abre um precedente grave, e mais importante, não resolve nada, apenas adia temporariamente uma situação inevitável. Significa que basta pressionar as redacções em forma de ameaçadores ultimatos e acenar com o despedimento colectivo mandando às malvas o código de trabalho. A crise económica mundial e o prejuízo de 4 milhões ao ano do jornal, parecem querer justificar tudo menos as mordomias das chefias que deveriam ser os primeiros a darem o exemplo e a sacrificarem-se. Administradores brilhantes que nunca ouviram falar de inovação e motivação dos seus funcionários numa comunicação social cada vez mais monopolizada. Se calhar, para estes, o importante é distribuir o jornal gratuitamente nos hipermercados do accionista.

Comentários

  1. É triste ver ao ponto que o Público chegou. O que já foi e o que é agora... E não atirem as culpas para cima da crise, porque a crise do Público já começou há alguns anos. Enfim, aguardemos...

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  2. Excelente post, excelente tema. Um exemplo disso é a flagrante chantagem anual a que os trabalhadores da Autoeuropa, são sujeitos, sabendo nós que os custos com o pessoal só atinge 5 % do total.

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  3. A crise é real e ninguém a pode negar. Até onde eu trabalho, na Módis, que pertence à Sonae, essa grande empresa portuguesa que mais gente emprega, há algum tempo que está também a sofrer com a crise. Já muitas pessoas saíram lá do meu local de trabalho.
    Dizem agora que a intenção é reduzir 30% a 40% dos efectivos. Na semana que passou 3 colegas meus efectivos foram forçados a meter a carta. Quanto a mim, o meu contrato termina em Setembro e não faço a mínima ideia do que é que vai ser do meu futuro a partir daí. É a crise.
    No entanto, há que manter a fé e a esperança. E a perserverança.

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  4. Só agora é que reparei que enviaste essa mesma opinião ao jornal DN, edição de sexta-feira. :)
    Um abraço benfiquista.

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