Escrita e vida inseparáveis

 



 


Ao fim de trinta e quatro anos, Manuel Alegre sai do parlamento mas com a sensação do dever cumprido como deputado. Ao contrário de muitos, foi fiel aos seus mandatos, não acumulando a função parlamentar com cargos nos sectores privado e público. O seu percurso académico, ligado ao movimento estudantil contestatário do Antigo Regime, traçou-lhe o destino. O exílio não lhe calou a voz nem a sua poesia, inspirando cantores de intervenção como José Afonso. Um homem intenso, de causas, que não hesitava entrar em conflito ideológico com o partido para não desapontar os cidadãos. Alegre diz que a escrita e vida são inseparáveis, eu digo que a democracia e a liberdade andam de mãos dadas.

Comentários

  1. Um senhor, um dos poucos que credibilizam a classe...

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  2. Apesar de por vezes ele defender pontos de vista com os quais eu não concordo, admiro-o enquanto homem, poeta e deputado.

    Sai um dos últimos deputados dignos do cargo.

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  3. Polémico nos últimos anos na sua relação interna com o PS é uma figura política incontornável d a sociedade portuguesa e defensor da liberdade e das garantias dos cidadãos. Eu gosto dele... Afinal é um poeta :)

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  4. Já admirei mais o político. Nem ele consegue escapar ao anátema. Agora a literatura, a poesia bastavam.

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  5. Um senhor neste mundo político imundo. para além de poeta, sempre foi fiel aos seus princípios e não a princípios de outros.

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