Saudoso jornalismo
A morte de Alfredo Farinha significa o fim da melhor geração de jornalistas da imprensa desportiva em Portugal, para não dizer do jornalismo em geral. Nas palavras do beirão, um tipo de jornalismo que "não obedecia à voz do dono" nem tampouco era subserviente. Independentemente das suas simpatias políticas e do seu clube do coração, defendido até à medula quando era ridicularizado por invejosos, utilizava corajosamente a liberdade de expressão mesmo nos tempos de feroz ditadura.
Escrita irrepreensível, foi professor e agraciado com o grau de comendador, também graças aos seus valores morais onde a frontalidade e a lealdade imperavam.
Que lição para os dias de hoje onde o jornalista se confunde com o ardina, a notícia com a opinião, onde a a deontologia é arrumada para dentro de uma secretária e a promiscuidade de alguns jornalistas com agentes desportivos é demasiado comprometedora.
Totalmente de acordo.
ResponderEliminarNão por comodismo mas porque o que está aqui escrito corresponde à realidade reconhecida.
Absolutamente correcto, meu caro Emanuel Dylan; eu sei muito bem que assim era porque lia a Bola nos seus tempos de verdade. Tinha muita consideração pelo Alfredo Farinha tendo, certa vez, ficado indignado quando um ser inqualificável de nome Serrão, de forma abjecta, o insultou em frente ás câmaras da Televisão. Hoje, os ditos "jornalistas" deveriam sentir vergonha ao verem-se confrontados com Mestres da envergadura de F. Farinha. Mas não sentem porque vergonha, essa não a tiveram nem têm!
ResponderEliminarÉ uma perda de vulto para o jornalismo português. Quem pode dar agora lições aos supostos jornalistas de hoje?
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