O espelho do País
O futebol continua a ser o espelho do País: desacreditado e à beira da ruptura. Adensa-se a suspeição sobre a arbitragem e o constante falsear de resultados. Foi disso exemplo o último encontro disputado pelo Benfica na cidade do Porto. Uma grande penalidade inexistente que possibilitou a igualdade no marcador à equipa nortenha. Sei que o erro faz parte da condição humana, mas como entender que o árbitro, a 2 metros de um lance, com toda a sua experiência, assinale o que lhe convém? Tem sido assim há muitos anos, tantos como o País vem a afundar-se. Contratam-se advogados estrangeiros para se poder contornar a lei, instrui-se a comunicação social conforme os interesses do momento, colocam-se pessoas de confiança nos órgãos desportivos, pressionam-se esses mesmos órgãos, fazem-se constantes aproximações ao poder político. Outros prestam-se a serem moços de recados julgando que a sua subserviência irá trazer-lhes benefícios. A descredibilização pública aconteceu com a divulgação das escutas telefónicas, e, pasme-se: resultou no castigo absurdo da perda de 6 míseros pontos. Continua-se a assobiar para o lado. No futebol, na política, na banca, o crime compensa!
Uma vergonha! O Leixões derrotou o Porto mas viu um golo limpinho invalidado e teve que marcar outro para consumar o triunfo. Com o Marítimo empataram 0-0 mas houve duas penalidades não assinaladas contra o Porto. O que aconteceu em Braga nem vale a pena falar. Este árbitro ano passado inclinou o campeonato para o Porto ao marcar um livro indirecto contra o Sporting dentro da grande área- num suposto atraso ao guarda-redes - que deu a vitória no jogo e ... a verdade é que o Porto ganhou o campeonato e muita foi a importância dessa vitória-. Como prémio foi designado como árbitro deste clássico. O Porto perderia e ficava a dois pontos de atraso ( que corresponderia a três face às regras de desempate), mas com este árbitro o Porto nunca pode perder em casa! Para além do penalty o Porto só não ficou a ganhar na primeira parte em dois lances de cabeça (em foras de jogo não assinalados) porque houve azelhice. O Porto tem muita influência nos árbitros - o que não admira, até nos comentadores. Então não é que o Paulo Parati alude a um penalty na primeira parte ????? É uma vergonha...
ResponderEliminarMeu caro Dylan: tudo que diz ´é a pura verdade, só que já vai cansando por serem apenas palavras que o vento leva. Ninguém faz nada ou não quer fazer para travar e endireitar tudo isso. De facto e como muito bem diz, este lindo país vai-se precipitando no abismo. Não sendo minha intenção blasfemar, suponho que já nem mesmo Deus nos poderá acudir, embora a esperança seja a última a morrer no coração da gente. Um grande abraço.
ResponderEliminarNo fundo, considero que o futebol não passa de uma brincadeira para nos entretermos um pouco (dantes) ao Domingo à tarde. Mas, como bons latinos que somos, lá torcemos, lá sofremos por este ou aquele clube e, lá no fundo, damos origem à festa. Quem estraga esta festa devia ser responsabilizado criminalmente, porque, ao fim e ao cabo, está a tirar uma das poucas alegrias que este povo ainda tem. Tenho filiação clubística, mas nem se trata disso. Trata-se apenas de filtrar aqueles que fazem do futebol um poço sem fundo de oportunidades financeiras, que dependem exclusivamente do futebol para sobreviverem. E, convenhamos, não há muitos nesta situação. Logo, também não é difícil saber quem desvirtua a grande festa popular para a tornar num feudo pessoal, onde a adulação e os proveitos pessoais se sobrepõem a tudo o resto. É com tristeza que vejo clubes seculares, como o Boavista, na situação em que se encontra, devido à ganância de alguns dos seus ex-dirigentes. Sabe Deus o que se poderá encontrar no gigante do norte quando o seu sugador presidente desaparecer de cena. É melhor nem imaginar. É que eu nem sou desse clube, mas merece-me o máximo respeito pelo símbolo que é daquela cidade, tão auto-infligida pelo conceito de inferioridade. Infelizmente. Mas o que interessa não é competir, é ganhar. E não dentro do campo, ou pelo menos, não obrigatoriamente, mas sim dentro do bolso. Pessoas miseráveis que se tornam ricas de um dia para o outro sem nunca terem feito nada da sua vida, a não ser dirigir um clube de futebol, não são modelos de virtudes para ninguém.
ResponderEliminarO Futebol acaba por ser o reflexo de um País desorganizado, em que a lógica, o conhecimento e as capacidades são palavras vazias. Acontece porém, que todo este caos existente é muito bom para muita gente , gente esta que vai ganhando bom dinheiro, enquanto o País permanece parado no tempo.
ResponderEliminarO Caso das escutas é engraçado. Preocupam-se em saber se são ou não válidas. Não se preocupam se existiu corrupção. Talvez porque já saibam a resposta.